Câmara avança em projeto que reforça segurança nas compras online

Texto propõe novas regras para proteger consumidores contra fraudes no comércio eletrônico

Por Mozart Mota · Da Redação30 de jan. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou, no final do ano passado, o Projeto de Lei 3451/2025, que estabelece diretrizes mais rígidas para o comércio eletrônico, com foco na prevenção de fraudes e no aumento da transparência nas transações virtuais. A proposta aprovada recebeu um novo texto apresentado pelo relator, deputado federal Ossesio Silva (Republicanos-PE), tornando o ambiente digital mais seguro para os consumidores.

As novas regras obrigam as plataformas digitais a adotarem práticas que dificultem golpes e a disseminação de páginas falsas.

Entre os principais pontos do texto estão:

  • Identificação clara dos vendedores: sites e plataformas devem exibir, de forma visível, o nome empresarial, número do CNPJ, endereço físico e canais de atendimento direto ao consumidor;
  • Regras de segurança digital: será exigida a implementação de políticas voltadas à proteção de dados, gerenciamento de riscos e combate a crimes cibernéticos;
  • Transparência nas condições de compra: os termos contratuais, incluindo prazos de devolução, políticas de privacidade e tratamento de dados pessoais, deverão ser apresentados de forma acessível, com linguagem clara e objetiva;
  • Limitação de responsabilidade: as plataformas só poderão ser responsabilizadas se deixarem de agir diante de notificações de autoridades ou se tiverem controle direto sobre pagamentos e entregas.

Ossesio Silva justificou as mudanças afirmando que o consumidor ainda se encontra em posição de desvantagem no ambiente digital. “É preciso agir com firmeza para combater práticas fraudulentas e aumentar a confiança nas compras online”, defendeu o relator.

Mudanças no texto original

A versão inicial do projeto previa a criação de um sistema nacional de verificação de lojas virtuais, coordenado pelo governo federal, e impunha obrigações aos bancos para bloqueio de transações suspeitas. Esses pontos foram retirados no substitutivo aprovado, que optou por concentrar as exigências nas plataformas de venda.

Outro ponto esclarecido é que redes sociais que apenas exibem anúncios não serão tratadas como comércio eletrônico, estando apenas obrigadas a colaborar com investigações e orientar os usuários.

Além disso, o texto prevê que as exigências devem ser proporcionais ao porte da empresa, evitando que pequenos empreendedores sejam sobrecarregados. “Essa flexibilização garante que o ambiente digital continue inclusivo e acessível aos pequenos negócios”, ressaltou o relator.

Próximas etapas

A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça. Se aprovada, segue direto para o Senado.

Texto: Com informações da Agência Câmara de Notícias
Foto: Júlio Dutra

Receba as novidades do 10

Um resumo por semana, com fonte e data, como tudo por aqui.

Assinar a newsletter
Republicanos 10Republicanos 10
Filie-se
Quem é quem
ImprensaOnde estamosDoeSIGESPFilie-se
Área do Filiado · SIGESP