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Projeto quer integrar vans e transporte alternativo a sistemas de ônibus com tarifa zero

Texto em análise determina que transporte complementar participe da operação em cidades que adotarem gratuidade no transporte público

Por Mozart Mota · Da Redação11 de mar. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – Tramita na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 6628/2025, que pretende garantir a participação do transporte alternativo, como vans e micro-ônibus, nos municípios que adotarem transporte público gratuito, conhecido como tarifa zero. A proposta é de autoria do deputado federal Vanderlan Alves (Republicanos-CE).

O texto estabelece que as cidades que implementarem a gratuidade nos ônibus deverão integrar obrigatoriamente o transporte complementar ao sistema público.

Pelo texto, pelo menos 20% da operação total do sistema gratuito deverá ser realizada por transporte complementar organizado, como cooperativas, associações ou permissionários legalmente credenciados. Esse percentual poderá ser ampliado pelas prefeituras de acordo com a realidade local e a demanda da população.

Regras para participação no sistema

Para integrar o sistema de transporte gratuito, os operadores de transporte complementar precisarão cumprir alguns requisitos definidos no projeto. Entre eles estão:

  • credenciamento prévio junto à prefeitura;
  • cumprimento de normas de segurança, acessibilidade, higiene e conforto;
  • integração operacional com o restante do sistema de transporte;
  • prioridade no atendimento a regiões periféricas ou áreas de difícil acesso.

A medida busca organizar a participação desses serviços no sistema público e ampliar o alcance do transporte coletivo.

Preservação de empregos

Ao justificar o projeto, Vanderlan Alves afirmou que a expansão da tarifa zero em algumas cidades brasileiras tem trazido benefícios para a população, mas também tem gerado impactos negativos para trabalhadores do transporte alternativo.

Segundo ele, quando o sistema gratuito é implantado apenas com ônibus convencionais, cooperativas e permissionários de vans acabam excluídos da operação, o que pode provocar perda de renda, desemprego e aumento da informalidade. “A exclusão dessas cooperativas e permissionários gera impactos sociais relevantes, como perda de renda, desemprego e aumento da informalidade, além de reduzir a eficiência do sistema como um todo”, argumentou o parlamentar.

Com a integração ao sistema gratuito, os trabalhadores do transporte complementar passariam a ser remunerados pelo poder público por meio de subsídios, recebendo pelo serviço prestado em vez de depender exclusivamente da tarifa paga pelos passageiros.

Prazo para adaptação

Caso o projeto seja aprovado, municípios que já adotam a tarifa zero terão prazo de até dois anos (24 meses) para adaptar seus sistemas às novas regras e integrar o transporte complementar.

Próximos passos

Agora, o projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça da Câmara.

Se aprovado pelos colegiados e também no Senado, o texto poderá seguir para sanção presidencial e se tornar lei.

Texto: Com informações da Agência Câmara de Notícias
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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