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Daniela Carneiro defende políticas públicas para autistas na vida adulta

Projeto inclui diretrizes específicas voltadas ao atendimento, acompanhamento e inclusão de adultos com TEA

Por Mozart Mota · Da Redação16 de jun. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – A deputada federal Daniela Carneiro (Republicanos-RJ) tem reforçado a defesa de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) após a infância. A republicana é autora do Projeto de Lei 2049/2026, que busca garantir mais inclusão, autonomia e suporte para autistas durante a vida adulta.

A iniciativa altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista para incluir diretrizes específicas voltadas ao atendimento, acompanhamento e inclusão de adultos com TEA. Entre os pontos previstos estão a continuidade do cuidado ao longo da vida, a promoção da autonomia, o fortalecimento da convivência familiar e comunitária, a qualificação profissional e a inclusão no mercado de trabalho.

Segundo Daniela, a iniciativa surgiu a partir do diálogo constante com famílias que enfrentam desafios após o fim da infância. “Tenho recebido muitas mensagens de mães falando sobre a importância de avançarmos nas políticas públicas para o autismo na vida adulta. O que muitas famílias vivem é uma preocupação constante: o que acontece quando a criança cresce? Onde está o acompanhamento? Onde está o suporte nessa fase da vida? O autismo não termina na infância e as necessidades também não. Por isso, sigo trabalhando pela aprovação desse projeto para garantir mais cuidado, inclusão e dignidade para as pessoas autistas na vida adulta”, afirmou a deputada.

A republicana destaca que ainda existe uma lacuna na proteção dos direitos das pessoas com TEA após a maioridade, período em que muitas famílias relatam a redução da rede de apoio institucional e social. A parlamentar ressalta que dificuldades de acesso a serviços públicos, terapias, benefícios assistenciais e oportunidades de inclusão produtiva comprometem a autonomia e a qualidade de vida dessas pessoas.

O projeto também prevê a articulação de ações entre as áreas de saúde, assistência social, qualificação profissional e trabalho, além da produção de dados e indicadores que contribuam para o aperfeiçoamento das políticas públicas destinadas às pessoas autistas adultas.

Para Daniela Carneiro, é fundamental garantir que os direitos das pessoas com autismo sejam assegurados em todas as etapas da vida. “As famílias precisam ter a segurança de que seus filhos não serão invisíveis depois da infância. Vou seguir trabalhando para que essa realidade mude o mais rápido possível”, completou.

Por Ascom – Mulheres Republicanas Nacional

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