Início Notícias Mulheres Republicanas

Comissão aprova proposta que torna obrigatória reeducação de agressores domésticos

Relatório do deputado Albuquerque defende medida como forma de prevenir novos casos de violência

Por Mozart Mota · Da Redação29 de abr. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 232/2026, que torna obrigatória a participação de agressores em programas de recuperação e reeducação em casos de violência doméstica e familiar. A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado federal Albuquerque (Republicanos-RR).

O texto altera a Lei de Execução Penal para determinar que a Justiça deverá, e não apenas poderá, encaminhar os agressores para esses programas. A mudança busca aumentar a efetividade da medida e ampliar seu impacto na prevenção de novos crimes.

Mudança na lei

O projeto substitui um trecho da legislação atual que dá ao juiz a opção de indicar a participação nesses programas. Com a nova proposta, essa decisão passa a ser obrigatória.

Além disso, o texto amplia a proteção legal ao incluir pessoas com deficiência entre os grupos atendidos pela medida, ao lado de mulheres, crianças e adolescentes.

Foco na prevenção

Albuquerque destacou que a mudança fortalece a atuação do Estado no combate à violência doméstica. Segundo ele, a regra atual, por ser facultativa, acaba limitando os resultados práticos da política de reeducação. “Essa natureza opcional compromete a efetividade da medida e reduz seu alcance preventivo e pedagógico”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou que a proposta contribui para evitar a reincidência, ao trabalhar o comportamento dos agressores por meio de acompanhamento especializado.

Acompanhamento técnico

O projeto também prevê que o juiz poderá solicitar relatórios de profissionais como psicólogos e psiquiatras para acompanhar a evolução do agressor durante o processo de reeducação. O sigilo profissional deverá ser mantido.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, além de receber a sanção presidencial.

Texto: Com informações da Agência Câmara de Notícias
Foto: Júlio Dutra

Receba as novidades do 10

Um resumo por semana, com fonte e data, como tudo por aqui.

Assinar a newsletter
Republicanos 10Republicanos 10
Filie-se
Quem é quem
ImprensaOnde estamosDoeSIGESPFilie-se
Área do Filiado · SIGESP