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Câmara aprova projeto que moderniza o crédito à exportação e beneficia pequenas empresas

Medida do senador Mecias de Jesus simplifica regras e facilita o acesso de pequenos negócios ao comércio exterior

Por Mozart Mota · Da Redação03 de mar. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda (02), o Projeto de Lei 6139/2023, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que moderniza o sistema brasileiro de crédito à exportação. A proposta cria um portal digital único, amplia prazos para micro e pequenas empresas e reforça garantias com mais transparência e controle. O texto segue para sanção presidencial.

Para o líder do Republicanos no Senado, a aprovação representa um avanço importante para tornar o Brasil mais competitivo no comércio internacional. “Estamos modernizando o apoio à exportação, criando um caminho digital e transparente, ampliando o prazo para pequenas empresas e reforçando salvaguardas que protegem o interesse nacional. Agora falta o passo final: a sanção presidencial”, afirmou.

O texto atualiza instrumentos que já fazem parte da prática internacional de apoio às exportações e organiza regras para ampliar segurança jurídica, previsibilidade e transparência para empresas brasileiras que exportam bens e serviços.

Entre os principais avanços está a criação de um portal único, acessível pela internet, para centralizar a solicitação de apoio oficial nas modalidades direta e indireta. A plataforma permitirá a tramitação paralela entre operadores, reaproveitamento de documentos e acompanhamento mais claro das etapas do processo.

A lei também fortalece a transparência: o exportador poderá visualizar, de forma objetiva, as condições de cada operação, a metodologia de cálculo de encargos, o andamento das solicitações, os resultados das análises e indicadores de desempenho.

Um ponto central, amplamente debatido na Câmara, é a ampliação do prazo para micro, pequenas e médias empresas: o sistema passa a permitir operações com prazo de até 750 dias na fase anterior ao embarque, ampliando a previsibilidade para produção, organização do contrato e entrega ao exterior.

O texto também reforça salvaguardas para proteger o interesse nacional. Ele fortalece o fundo garantidor das operações e deixa claro que, se o patrimônio do fundo não for suficiente para cobrir indenizações, a União poderá honrar as coberturas. Ao mesmo tempo, estabelece que o risco total assumido pelo fundo terá um teto fixado pelo Senado, com política de risco e rotinas de monitoramento para garantir transparência e responsabilidade fiscal.

No eixo de financiamentos do BNDES voltados à exportação de serviços, o texto estabelece regras claras de controle e transparência: proíbe novas operações com governos estrangeiros inadimplentes com o Brasil (salvo se houver renegociação formal), determina a manutenção de site público com informações financeiras e prevê relatório anual ao Senado com dados sobre operações e resultados para a economia brasileira.

Por fim, a proposta ainda autoriza a habilitação de financiadores e seguradores privados como operadores nas modalidades indiretas e prevê mecanismos alternativos de solução de controvérsias, como mediação, conciliação e arbitragem.

Texto: Ascom senador Mecias de Jesus
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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