
Brasília (DF) – A equipe do Mulheres Republicanas Nacional participou, nesta quinta-feira (10), Dia Nacional de Prevenção do Suicídio, de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado para discutir a prevenção ao suicídio, a valorização da vida e os desafios das políticas públicas de saúde mental no Brasil.
A audiência foi requerida e presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), secretária de honra do Mulheres Republicanas. O encontro integrou as ações do Setembro Amarelo e reuniu especialistas e representantes de diferentes áreas para debater avanços e desafios na prevenção, além de apresentar caminhos para o fortalecimento da rede de atenção à saúde mental.
A equipe do movimento foi representada por Luciana Lima, Marileia de Paula, Ray Alves e Rosanna Amazonas. A participação reforçou o trabalho desenvolvido pelo Mulheres Republicanas na conscientização sobre saúde mental e na valorização da vida.
Para a coordenadora de comunicação do Mulheres Republicanas Nacional, Rosanna Amazonas, a presença na audiência fortalece uma pauta que já faz parte das ações do movimento.
“O Mulheres Republicanas já trabalha a saúde mental como uma pauta de cuidado, responsabilidade e valorização da vida. Por meio do quadro Emoções e Política e de outras ações desenvolvidas nas redes sociais, buscamos difundir informação, combater estigmas e estimular uma conversa mais humana sobre o sofrimento emocional. Participar desta audiência pública é reafirmar que essa discussão precisa estar presente na sociedade e nas políticas durante todo o ano, não apenas no mês de setembro”, destacou.
Saúde mental de crianças e adolescentes
A audiência também abordou a saúde mental de crianças e adolescentes e fatores que podem afetar o bem-estar desse público, como violência, bullying, exclusão social, dificuldades familiares e exposição a conteúdos inadequados no ambiente digital.
O debate destacou a importância da atuação conjunta de famílias, escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de proteção para identificar situações de vulnerabilidade e garantir acolhimento e acompanhamento adequados.
A integração entre essas áreas contribui para que o cuidado não se limite à identificação do sofrimento emocional, mas também possibilite o encaminhamento para os serviços especializados quando necessário.
Emoções e Política ampliam debate sobre saúde mental
A participação na audiência também está relacionada ao trabalho desenvolvido pelo Mulheres Republicanas por meio do quadro Emoções e Política, conduzido pelas psicólogas Priscila Claro e Susy Araújo.
Nas redes sociais do movimento, a iniciativa aborda saúde emocional, autocuidado, relações humanas e os desafios enfrentados pelas mulheres na vida política e social.
Segundo Rosanna Amazonas, a comunicação também exerce papel importante na conscientização sobre o tema.
“A comunicação tem um papel fundamental na difusão de pautas que impactam a vida das pessoas. Quando falamos sobre saúde mental com responsabilidade, ajudamos a romper o silêncio, reduzimos preconceitos e fortalecemos redes de apoio. O nosso objetivo é fazer com que essa conversa chegue às famílias, às escolas, às comunidades e às lideranças, sempre estimulando o acolhimento e a busca por ajuda profissional quando necessário”, afirmou.
Mobilização durante o Setembro Amarelo
Durante o Setembro Amarelo, o Mulheres Republicanas Nacional também disponibiliza materiais de comunicação para apoiar ações de conscientização promovidas pelas republicanas em todo o país.
O conteúdo reúne peças para redes sociais, informações e orientações para iniciativas locais voltadas à valorização da vida, ao acolhimento e à conscientização sobre a importância da busca por ajuda especializada.
Para Rosanna, a mobilização deve ir além do mês de setembro.
“O Setembro Amarelo é um momento importante para ampliar a visibilidade da saúde mental, mas não pode ser o único período em que falamos sobre prevenção e valorização da vida. Por isso, o movimento trabalha para que a pauta continue sendo difundida, com conteúdos responsáveis e ações que possam ser realizadas pelas republicanas nos estados e municípios”, ressaltou.
Os materiais e a estratégia de comunicação da campanha estão disponíveis na página oficial do Mulheres Republicanas.
Texto: Ascom Mulheres Republicanas Nacional
Foto: Cedida
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