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Augusto Coutinho participa da Agenda Têxtil 2030 e critica isenção fiscal para importados

Setor pede igualdade tributária para importados e combate à pirataria, cashback social e combate à pirataria

Por Fernanda Cunha · Da Redação09 de jun. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) — Nesta terça-feira (9), o líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Augusto Coutinho (PE), que também é presidente da Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, participou do lançamento da Agenda Têxtil e de Confecção 2030. O documento reúne as propostas estratégicas do setor para os próximos anos. O evento contou com a participação de Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), e reuniu empresários, parlamentares e representantes da cadeia produtiva.

Augusto Coutinho colocou no centro do debate a chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, criado em 2024 pelo governo federal. Para o deputado, a medida gera uma assimetria que prejudica quem produz no Brasil. “Não faz sentido a gente beneficiar o que vem de fora, que não gera imposto para o nosso país, que não gera emprego, em detrimento do que fabricamos aqui”, afirmou.

Para amenizar a distorção, Coutinho apresentou o PLP 22/2026 como alternativa. A proposta institui um mecanismo de cashback voltado ao consumidor de baixa renda que compra produtos nacionais, modelo similar ao adotado na reforma tributária. “Se o governo quer diminuir o imposto, que diminua o imposto para a indústria nacional”, disse o deputado.

Fernando Pimentel, diretor da ABIT, apresentou os números do setor e alertou para o avanço das importações. O faturamento têxtil chega a R$ 79 bilhões ao ano e o varejo de vestuário movimenta R$ 332 bilhões, com o Brasil entre os cinco maiores produtores mundiais. “O que está crescendo mesmo no Brasil, velozmente, é o importado, seja através das importações convencionais, seja através das plataformas digitais”, afirmou.

A Agenda 2030 cobre regulamentação do comércio digital, combate à pirataria, política industrial, defesa da propriedade intelectual e responsabilização de plataformas que comercializam produtos ilegais.

Texto: Ascom da Liderança do Republicanos na Câmara
Fotos: Júlio Dutra 

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