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Acordo internacional para combater pesca ilegal avança na Câmara dos Deputados

Proposta fortalece controle em portos e busca impedir circulação de pescado obtido de forma irregular

Por Mozart Mota · Da Redação24 de mar. de 20262 min de leitura

Brasília (DF) – A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia (11), o Projeto de Decreto Legislativo 331/2025, que ratifica o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada (INDNR). A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO).

O tratado foi firmado durante a 36ª Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 2009, em Roma, na Itália.

A proposta tem como principal objetivo reforçar mecanismos de controle sobre embarcações estrangeiras, impedindo que navios envolvidos em atividades ilegais utilizem portos brasileiros para desembarque e comercialização de pescado obtido de forma irregular.

Controle mais rigoroso e cooperação internacional

O texto estabelece ainda a adoção de medidas mais rigorosas para autorizar a entrada e permanência de embarcações em portos nacionais. Na prática, o acordo cria barreiras para que produtos oriundos da pesca ilegal não entrem no mercado, desestimulando a atividade e fortalecendo a fiscalização.

O relator da matéria destacou que o acordo representa uma solução eficiente e de baixo custo para enfrentar o problema em escala global. “O sistema impede que embarcações suspeitas utilizem os portos para descarregar suas capturas, bloqueando o acesso desses produtos ao mercado e reduzindo a necessidade de fiscalização em alto-mar”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a padronização de procedimentos entre os países também contribui para maior integração e efetividade no combate à pesca ilegal.

Impacto econômico e ambiental

A pesca extrativa tem papel relevante na economia brasileira, especialmente em regiões costeiras, onde gera emprego e renda para milhares de trabalhadores. Nesse contexto, o combate à pesca ilegal é visto como fundamental para proteger tanto os recursos naturais quanto a atividade econômica regular.

Ayres ressaltou que a aprovação do acordo fortalece o ordenamento jurídico nacional ao alinhar o Brasil a compromissos internacionais. “Trata-se de uma medida estratégica que une responsabilidade ambiental, segurança jurídica e desenvolvimento econômico”, destacou.

Próximos passos

O projeto tramita em regime de urgência e agora segue para análise na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

Combate global à pesca ilegal

A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada é considerada um dos principais desafios para a sustentabilidade dos oceanos. Além de causar prejuízos econômicos, a prática compromete estoques pesqueiros e ameaça a biodiversidade marinha.

Com o avanço da proposta, o Brasil se posiciona de forma mais ativa no esforço internacional para combater esse tipo de atividade, reforçando seu papel na preservação ambiental e na promoção de práticas pesqueiras sustentáveis.

Texto: Com informações Agência Câmara de Notícias
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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