
Brasília (DF) – O deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG) promoveu sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem ao aniversário de 78 anos do Estado de Israel, nesta quarta-feira (13). A sessão reuniu parlamentares, representantes da comunidade judaica brasileira e a encarregada de negócios da Embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamny.
Em discurso que marcou o evento, Abramo defendeu a singularidade histórica do povo judeu. “Israel não começou em 1948. 1948 foi apenas o momento em que a história deixou de sobreviver dispersa e voltou a ocupar um lugar físico no mundo”, afirmou o deputado. Para ele, o país representa mais do que um Estado. “Israel desafia o próprio esquecimento.”
Célia Parnes, secretária-geral da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) e presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), alertou para o que chamou de confusão moral crescente.
“Talvez uma das maiores confusões intelectuais do nosso tempo seja a incapacidade ou a recusa de distinguir três coisas completamente diferentes: o governo de Israel, os israelenses e os judeus”, disse. Ela pediu políticas permanentes de combate ao antissemitismo. “O enfrentamento ao antissemitismo não pode ser episódico.”
A encarregada de negócios da Embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamny, resgatou os laços históricos entre os dois países, lembrando o papel do diplomata Osvaldo Aranha na sessão da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) que, em 29 de novembro de 1947, aprovou a Resolução 181, abriu caminho para a criação do Estado de Israel.
“Israel não esquece os seus amigos. O Brasil esteve presente com voz e voto no momento exato em que nasceu o nosso estado”, afirmou Athamny. Ela encerrou com a saudação tradicional: “Am Israel Chai — o povo de Israel vive.”
Texto: Ascom da Liderança do Republicanos na Câmara
Fotos: Júlio Dutra

