
Brasília (DF) – A vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou, nesta terça-feira (18), providências diante do esvaziamento da Sala Especializada de Acolhimento à Mulher do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A manifestação ocorreu após o relato de uma mulher que chegou à unidade ferida e ensanguentada, em busca de atendimento especializado, mas encontrou o espaço fechado.
Maysa destacou que acompanha a estrutura de atendimento às mulheres vítimas de violência há quatro anos e afirmou que a sala do HMC nunca havia ficado sem profissionais para atendimento, inclusive durante a pandemia. A parlamentar também lembrou o fechamento das quatro Salas Lilás das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no início da atual gestão municipal. “Uma mulher chega ao HMC esfaqueada, ensanguentada, procurando acolhimento e encontra a sala fechada. Isso é inadmissível”, afirmou.
Segundo Maysa, as quatro Salas Lilás das UPAs atendiam cerca de 300 mulheres, e a previsão era de que o HMC absorvesse essa demanda. “O HMC já atendia aproximadamente 300 mulheres e passaria a receber uma demanda ainda maior, de cerca de 700 atendimentos. Agora, chegamos ao absurdo de não termos sequer uma sala funcionando nas UPAs, e a sala do HMC desfalcada de equipe. Em Mato Grosso, que enfrenta índices alarmantes de feminicídio e estupro de vulneráveis, retirar espaços especializados de acolhimento é um retrocesso”, destacou.
A parlamentar defendeu a retomada imediata do atendimento especializado e reforçou que mulheres vítimas de violência precisam encontrar acolhimento justamente no momento em que mais necessitam. “Não estamos falando apenas de uma sala ou de uma estrutura física. Estamos falando de mulheres que chegam machucadas, violentadas e vulneráveis. O poder público precisa garantir atendimento digno, seguro e especializado. Sala de acolhimento salva vidas e não pode ser tratada como algo secundário”, concluiu.
Texto: Ascom Vereadora Maysa Leão
Foto: Naiwmy Shimisu
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