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Uma mulher morre a cada nove horas no Brasil

As deputadas Rosangela Gomes e Maria Rosas falaram sobre o assunto

17 de out. de 20203 min de leitura

Brasília (DF) – Desde o início da pandemia do novo coronavírus, pelo menos 497 mulheres perderam suas vidas no Brasil. Os dados são do monitoramento “Um vírus, duas guerras”, que é feito por mídias independentes. Entre março e agosto foi um feminicídio a cada nove horas. A média é de três mortes por dias em seis meses da pandemia.

Um dos estados que teve uma alta no tipo de violência foi o Rio de Janeiro. Os casos de feminicídio na região subiram 13% por cento no segundo quadrimestre do ano. Para também frear o aumento desse tipo de violência, a deputada federal Rosangela Gomes trabalha constantemente projetos que beneficiem as vítimas de agressão na Câmara Federal. A republicana que está como candidata à prefeitura de Nova Iguaçu, tem em sua proposta na cidade, viabilizar ainda mais políticas públicas que podem empoderar mulheres, e protegê-las dos agressores.

“Uma das minhas propostas é a implementação da escola integral na cidade. A gente sabe que muitas mulheres permanecem fadadas a um relacionamento violento por causa da dependência financeira. Com os filhos na escola, elas terão mais tempo para procurar emprego e conquistar seu suado dinheiro. Assim, elas conseguem seguir suas vidas sem violência”, explica.

Outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia foram os três primeiros no maior registro dos crimes. 79, 64 e 49 casos, respectivamente. Uma atualização revelou que entre maio e agosto foram mais 304 casos de feminicídio, 11% a menos do que o mesmo período de 2019. Os dados são do segundo monitoramento. O primeiro levantamento da série, divulgado em junho, mostrou que nos meses de março e abril, quando iniciou o confinamento da população por causa do vírus, 195 mulheres foram mortas em 20 estados.

Maria Rosas, que é deputada federal por São Paulo, estado que também está em alta nas estatísticas de violência à mulher, falou sobre a necessidade de melhoria ao quadro. A republicana acredita que a educação é uma grande aliada para tratar o assunto: “Precisamos mudar o cenário das agressões: prevenindo e esclarecendo a sociedade como um todo. É necessário mais investimento em educação e em campanhas de conscientização, começando dentro das escolas e também, engajamento social.

A parlamentar reforça os diversos tipos de violência à mulher, ressaltando àqueles que podem ser penalizados pela lei Maria da Penha. “A violência à mulher pode ser além da violência física, ela pode ser psicológica, sexual, patrimonial e moral. Além disso, não são apenas cônjuges ou homens, como namorados e maridos, que podem ser punidos pela Lei Maria da Penha, mas sim, qualquer pessoa que cometer agressões contra a mulher em situações de violência doméstica e familiar”, finalizou.

Um vírus e duas guerras

O projeto vai monitorar até o final de 2020 os casos de feminicídios e de violência doméstica no período da pandemia. O objetivo é visibilizar esse fenômeno silencioso; fortalecer a rede de apoio e fomentar o debate sobre a criação ou manutenção de políticas públicas de prevenção à violência de gênero no Brasil.

Texto: Gabbriela Veras | Ascom Mulheres Republicanas Nacional com informações do Portal AzMina
Foto: Douglas Gomes – Liderança do Republicanos na Câmara 

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