
Brasília (DF) – O Janeiro Branco chama a atenção para um tema que precisa estar presente durante todo o ano: a saúde mental. Dados divulgados recentemente revelam um cenário preocupante, aumento dos casos de adoecimento emocional, internações por transtornos mentais, automutilação e tentativas de suicídio entre jovens e adolescentes, que ainda buscam menos ajuda preventiva do que a população adulta.
Durante a atuação como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a secretária-geral executiva do Mulheres Republicanas Nacional, Cristiane Britto (Republicanos), reforçou a importância de políticas públicas que vão além do atendimento clínico, destacando a necessidade de oferecer sentido e acolhimento aos jovens. “Cuidar da saúde mental também é oferecer propósito. Proteger a juventude sempre foi prioridade do meu trabalho e continua sendo um compromisso”, disse.
A republicana alerta que a adolescência é uma fase singular da vida e não pode ser tratada com soluções genéricas. “Jovens não são crianças, mas também não podem ser tratados como adultos. Eles precisam de políticas públicas específicas, escolas preparadas para identificar sinais de sofrimento, famílias fortalecidas e uma rede de proteção ativa e integrada. Ignorar essa realidade tem consequências graves e pode custar vidas”, acrescentou.
Investimento nos CAPS no DF
No Distrito Federal, os índices de automutilação e tentativas de suicídio entre jovens acendem um alerta ainda maior. Diante desse cenário, destaca-se a atuação da secretária nacional do Mulheres Republicanas, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que destinou em 2025 R$ 21 milhões em emendas parlamentares para a construção de novas unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas regiões administrativas de Ceilândia, Taguatinga, Guará, Gama e Recanto das Emas. As novas unidades ampliarão o acesso ao atendimento especializado em saúde mental, com atenção especial ao público infanto-juvenil.
Os CAPS são destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. O atendimento nessas unidades ocorre por demanda espontânea, comparecimento do usuário direto nos centros, ou via encaminhamento por outros dispositivos da rede de saúde pública ou da rede intersetorial. No DF, há 18 centros psicossociais distribuídos pelas regiões administrativas. “Brasília tem altos índices de automutilação e tentativas de suicídio, especialmente entre jovens, e creio que podemos salvar vidas com maior investimento em unidades que trabalhem tratamentos em saúde mental. Precisamos prevenir para salvar vidas”, completou Damares.
Texto e arte: Ascom – Mulheres Republicanas Nacional

