
As regras para impulsionamento de conteúdo político na internet continuam rígidas nas Eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as normas sobre propaganda eleitoral digital e ampliou as exigências para plataformas, partidos, pré-candidatos e equipes de comunicação.
As mudanças envolvem anúncios patrocinados, uso de Inteligência Artificial (IA), transparência nas plataformas digitais e restrições para influenciadores e publicações impulsionadas.
Por isso, entender o que pode e o que não pode, é essencial para evitar penalidades e manter uma atuação segura durante a pré-campanha e a campanha eleitoral.
O impulsionamento político continua permitido?
Sim. O impulsionamento de conteúdo político-eleitoral continua autorizado pela Justiça Eleitoral, desde que siga as regras estabelecidas pelo TSE.
A legislação determina que o impulsionamento deve:
- Ser contratado diretamente com a plataforma digital;
- Estar claramente identificado como conteúdo patrocinado;
- Ser pago exclusivamente por partidos, federações, candidatos ou pré-candidatos;
- Respeitar as regras da propaganda eleitoral na internet;
- Manter transparência sobre o anúncio e seu público-alvo.
Além disso, as plataformas que oferecem anúncios políticos precisam manter um repositório público com informações detalhadas sobre os impulsionamentos realizados. (Justiça Eleitoral)
O que mudou nas regras para 2026?
As Eleições 2026 trouxeram novas exigências relacionadas à transparência digital e ao uso de Inteligência Artificial.
Entre os principais pontos estão:
Repositório público de anúncios políticos
As plataformas que permitem impulsionamento político devem disponibilizar um banco público de anúncios com informações como:
- Conteúdo impulsionado;
- Valores investidos;
- Responsáveis pelo pagamento;
- Público segmentado atingido pela publicidade.
O objetivo é aumentar a transparência das campanhas digitais e permitir maior fiscalização por parte da Justiça Eleitoral e da sociedade. (Justiça Eleitoral)
Regras para conteúdos gerados por IA
Todo conteúdo produzido ou alterado por Inteligência Artificial deve conter aviso explícito informando o uso da tecnologia.
A exigência vale para:
- Vídeos;
- Áudios;
- Imagens;
- Materiais impressos;
- Conteúdos impulsionados.
Além disso, o TSE proibiu o uso de deepfakes e restringiu a circulação de conteúdos sintéticos nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento do pleito. (Justiça Eleitoral)
Influenciadores pagos continuam proibidos
As regras também reforçam a proibição de pagamento a influenciadores digitais ou terceiros para publicação de propaganda político-eleitoral em perfis pessoais.
Ou seja: influenciadores podem manifestar apoio político espontaneamente, mas não podem receber vantagem financeira para divulgar conteúdos eleitorais. (Justiça Eleitoral)
E o Google Ads? Continua proibido?
Em 2024, o Google decidiu suspender anúncios políticos no Brasil após as exigências do TSE relacionadas à criação de um repositório público de anúncios eleitorais.
Para 2026, as regras de transparência continuam em vigor, mas a disponibilidade de anúncios políticos depende das políticas internas de cada plataforma.
Ou seja: a legislação permite o impulsionamento eleitoral, desde que as regras sejam cumpridas, mas plataformas como Google, YouTube e outras podem optar por restringir ou limitar anúncios políticos em seus serviços.
Por isso, é fundamental acompanhar constantemente as políticas de mídia das plataformas utilizadas pela pré-campanha.
Cuidados importantes para a pré-campanha digital
Antes de impulsionar conteúdos políticos, é importante observar alguns cuidados:
- Evite qualquer tipo de disparo em massa;
- Não utilize conteúdos manipulados sem identificação;
- Nunca impulsione ataques ou conteúdos negativos contra adversários;
- Utilize apenas contas oficiais e verificadas;
- Mantenha transparência sobre anúncios patrocinados;
- Respeite as regras de segmentação e proteção de dados.
O TSE também reforçou o combate à desinformação e ampliou os mecanismos de remoção rápida de conteúdos considerados irregulares. (Temas Selecionados)
Atenção às atualizações das plataformas
As regras eleitorais digitais evoluem constantemente, assim como as políticas internas das redes sociais e plataformas de anúncios.
Por isso, acompanhar as atualizações do TSE, das plataformas digitais e contar com orientação jurídica especializada pode evitar problemas durante a pré-campanha e a campanha eleitoral.
A comunicação política digital exige cada vez mais planejamento, responsabilidade e transparência.
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Por Agência Republicana de Comunicação (ARCO)
Arte: Imagem gerada por inteligência artificial

