
Brasília (DF) – A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), apresentou em Brasília a política de alfabetização desenvolvida pela Prefeitura da capital sergipana. A participação aconteceu no último dia 23 de fevereiro, durante o Painel 2 — Políticas de Alfabetização e Liderança Pública em Contextos Subnacionais — no Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, promovido pelo Ministério da Educação (MEC). O evento reuniu autoridades brasileiras e internacionais para discutir caminhos para melhorar a alfabetização e promover mais equidade na educação.
O convite partiu do próprio ministério, em reconhecimento às boas práticas adotadas pela gestão municipal. Como resultado dos avanços na área, Aracaju recebeu o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, concedido às redes de ensino que apresentam progresso consistente na alfabetização na idade adequada.
Emília Corrêa foi a única prefeita do país a participar de um dos painéis do evento ao lado de demais governadores e lideranças internacionais.
Alfabetização como política permanente
Durante a apresentação, a prefeita destacou que foi em sua gestão que a alfabetização passou a ser tratada como política de Estado no município. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 8.229, de 28 de julho de 2025, que instituiu a Política Municipal de Alfabetização de Aracaju.
Segundo Emília, a proposta trouxe planejamento, metas claras e acompanhamento constante dos resultados. “Nós tomamos a decisão de transformar a alfabetização em política pública permanente. Isso significa sair de ações isoladas e garantir planejamento, metas, acompanhamento e responsabilidade compartilhada em toda a rede”, afirmou.
Ela explicou que a mudança foi necessária após a análise dos dados educacionais. Até 2024, apenas duas escolas municipais apresentavam destaque nos resultados, o que indicava a necessidade de reorganizar a política educacional. “Os dados mostravam que precisávamos mudar a forma de conduzir a política educacional. O foco passou a ser resultado, com acompanhamento constante e presença da Secretaria dentro das escolas”, ressaltou.
Estratégias unificadas e combate à infrequência
Com a nova política, as 80 escolas da rede municipal — que atendem Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) — passaram a atuar com metas comuns e maior alinhamento pedagógico.
Um dos principais desafios enfrentados foi a infrequência escolar. Para combater o problema, a Prefeitura implantou a Busca Ativa Escolar e passou a monitorar de forma permanente a presença dos estudantes. “Não existe alfabetização na idade certa sem o aluno na sala de aula. Por isso, enfrentar a infrequência virou parte central da nossa política”, explicou a prefeita.
Valorização dos professores e novos programas
Outro ponto destacado foi a valorização dos profissionais da educação. A gestão garantiu o pagamento do piso nacional do magistério, reivindicação aguardada desde 2008, além de ampliar a formação continuada e assegurar autonomia pedagógica às escolas. “Professor valorizado é condição básica para qualquer política educacional funcionar”, afirmou.
A Prefeitura também implantou programas estruturantes, como:
- Tutoria Pedagógica, voltada para alunos com maiores dificuldades de aprendizagem;
- Descomplica, que oferece reforço inclusive durante o período de férias;
- Projeto EKÖ, com foco na promoção da equidade racial no currículo escolar;
- Caça ao Tesouro, avaliação em formato lúdico para aumentar o engajamento dos estudantes e aproximar as famílias do processo de aprendizagem.
Compromisso com resultados
Ao encerrar sua participação no encontro, Emília Corrêa afirmou que a meta é manter Aracaju em destaque no cenário educacional. “Nosso compromisso é colocar Aracaju nesses espaços de debate, mostrando resultados, aprendendo com outras experiências e garantindo que nossas crianças tenham o direito de aprender na idade certa”, concluiu.
Texto: Agência Republicana de Comunicação (ARCO)
Fotos: cedidas

