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Campanha de enfrentamento à violência doméstica é lançada em Brasília

Projeto Salve Uma Mulher foi lançado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, comandada pela republicana Cristiane Britto

04 de out. de 20195 min de leitura

Brasília (DF) – O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM), lançou na quinta-feira (3), o projeto Salve Uma Mulher. Trata-se de iniciativa do Governo Federal que visa mobilizar a sociedade e oferecer informação em prol do enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Entendemos que só conseguiremos avançar no enfrentamento à violência com o envolvimento de toda a sociedade. A proposta do Salve Uma Mulher é transformar solidariedade e cidadania em movimento de mudança, por meio de um processo educativo”, afirmou a ministra.

Na oportunidade, a titular do MMFDH chamou a atenção para as especificidades das mulheres brasileiras, como as escalpeladas, na Região Norte do país. “É preciso promover ações que cheguem nos lugares mais remotos”, completou.

O Salve Uma Mulher contempla a realização de ações de sensibilização, campanhas e capacitação de voluntários, por meio de agentes públicos e privados, que serão multiplicadores da informação para a capacitação e formação de voluntários. O projeto está dividido em três fases. A primeira será realizada por meio de oficinas de sensibilização com agentes públicos, que serão multiplicadores da informação. Ainda na primeira fase os funcionários de empresas privadas serão sensibilizados, por meio de uma plataforma EAD. A segunda etapa contempla capacitação e formação de voluntários. Na fase final do projeto está prevista a criação de grupos de apoio.

Além da ministra e da secretária Cristiane Britto, integraram a mesa de abertura a embaixadora do projeto Salve uma Mulher, Luíza Brunet, o defensor público-geral federal Gabriel Faria Oliveira, a senadora Soraya Thronicke, a coordenadora da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados, a parlamentar professora Dorinha Seabra, a secretária nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Completa a lista a diretora do Departamento de Políticas das Mulheres e Relações Sociais da SNPM, Roberta Monzini, e o diretor de Governança, Compliance e Segurança dos Correios, Celso José Thiago.

Selo

As instituições serão contempladas com um selo, que vai identificá-las como parceiras no enfrentamento à violência contra as mulheres. A iniciativa tem despertado interesse e algumas entidades já sinalizaram que irão aderir ao projeto. Estimativas iniciais indicam que serão sensibilizados 340 mil agentes de saúde, 106 mil funcionários dos correios, 30 mil conselheiros tutelares e 1.722 profissionais da Defensoria Pública da União (DPU).

“Todas as pessoas podem auxiliar uma mulher que esteja em situação de violência e a SNPM propõe, por meio do Salve Uma Mulher, a disseminação de informação como ferramenta de apoio para essa ação”, ressaltou a secretária Cristiane Britto (Republicanos-DF).

Políticas públicas

De acordo com a secretária Cristiane, as políticas públicas para as mulheres propostas pelo Governo Federal estão sendo desenvolvidas com um olhar atento e cuidadoso para questões como enfrentamento à violência, saúde, maternidade, inserção das mulheres na política, nos espaços de decisão e no mercado de trabalho.  “Nós não estamos aqui para prometer soluções mágicas, mas sim para assegurar a todos vocês que estamos trabalhando arduamente por políticas efetivas que envolvem toda a sociedade nesta pauta que, frise-se, não é do Governo Federal ou da Cristiane ou da Damares e sim de todo o Brasil”, disse.

“O Salve Uma Mulher é a ferramenta que desenvolvemos para transformar solidariedade em movimento de mudança. Apostamos na educação, apostamos na informação, apostamos que a população e as instituições estão conosco para construir um país que respeita, que acolhe e garante a dignidade das mulheres”, ressaltou.

Em seguida, ela estendeu o convite a todos os segmentos profissionais. “Gostaria de convidar todas as instituições e categorias profissionais para fazer parte da rede Salve Uma Mulher. Vocês serão reconhecidos como uma instituição que adota práticas de responsabilidade social, uma instituição parceira da mulher”, completou.

Entre os parceiros, a secretária citou o Ministério da Saúde, Correios, Associação Brasileira de Salões de Beleza, Defensoria Pública da União (DPU), Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA/MMFDH) e o Sindicato da Beleza.

Ativismo

Embaixadora do projeto Salve Uma Mulher, a ativista Luíza Brunet citou a importância de desenvolver ações de combate à violência contra a mulher. “É um projeto que eu abracei desde que eu sofri violência doméstica, em 2016, e hoje em dia eu tenho plena certeza de que eu fiz a coisa certa. ”

“Eu estou feliz em ver tantos homens aqui, porque eu também sou a favor dos homens, da família e sou a favor de pessoas que são respeitosas, isso inclui os homens. Precisamos mudar esse ciclo da violência. A mulher precisa ser respeitada pelo seu direito de ser mulher”, enfatizou.

União

Representante do Ministério da Saúde no evento, a secretária nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, destacou a importância de defender iniciativas que promovam mudanças. “Nós não estamos aqui pelo projeto de poder, mas por causas que devem mudar a vida do Brasil e de cada uma de nós”.

“Eu queria aproveitar a oportunidade e dizer que, além de todas as mulheres que estão aqui juntas, se Deus quiser, o nosso presidente e o nosso ministro vão aprovar um projeto que visa requalificar e transformar em técnicos de saúde os 340 mil agentes de saúde brasileiros. Se Deus quiser, a partir de dezembro de 2020 vão estar em todas as residências do Brasil ajudando a identificar sinais de violência contra a mulher”.

Comunicação

Diretor de Governança, Compliance e Segurança dos Correios, Celso José Thiago enfatizou que o órgão apoia a iniciativa tanto no que tange à comunicação quanto à capacitação. “O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma tarefa complexa e que exige uma rede integrada de parceria para a definição de políticas públicas e para a concretização de ações”, observou.

Defensoria

Defensor público-geral federal, Gabriel Faria Oliveira citou as atribuições da Defensoria Pública da União (DPU), o que inclui a defesa de mulheres que passaram por situação de violência. “Estamos empreendendo, junto com o ministério, a Defensoria Pública da União, o projeto de capacitação de todos os nossos atendimentos no Brasil afora para que defensores e defensoras públicas, servidores que ajudam no atendimento, possam, do mesmo modo, não só identificar, como auxiliar na ligação para o 180, para que possamos fazer a reclamação e até mesmo encaminhar para o Ministério Público ou para a polícia”, concluiu.

Texto e fotos: Ascom – MMFDH
Edição: Agência Republicana de Comunicação (ARCO)

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